Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 2

Shark Tank Portugal

Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 2

Considerações sobre os 5 projectos apresentados:

Smart Helmet (Ideia: Sem capacete devidamente colocado a moto não liga) – Apesar de existirem tecnologias semelhantes (https://www.youtube.com/watch?v=SRm4-o7VU9Q) a ideia é interessante, embora dificilmente patenteável. Para Sharks que tenham boas ligações com a indústria e possam massificar esta tecnologia junto de construtores de motos e de capacetes a ideia pode ser rentável e viável. Mário Ferreira foi o Shark a investir 30 mil€ por 48%. É uma aposta com potencial.

Roselyn Silva (Design de Moda) – A Roselyn Silva foi promovida no Norte através de um evento realizado em Braga (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=825300760836072), tendo o evento Afro Chic sido organizado no Liberdade Street Fashion, por Pedro Ribeiro do i-touch e Helena Cristina Silva & Samuel Costa do tibães fashion, evento que eu estive a apoiar. Nesse evento pude constatar que a estilista teve uma óptima aceitação e o público feminino gostou muito do Design da Roselyn Silva. É um negócio com potencial global e o Tim Vieira e o Mário Ferreira foram os Sharks a investir 50.000€ (25.000€ cada) para ficarem com 50% do negócio. Boa aposta.

STEP (Sistema de Translação e Elevação de Pessoas) – O STEP, embora esteja patenteado, não apresenta grande diferenciação face a outras soluções. Ainda para mais no júri estava um Shark que devido à Douro Azul é um grande entendido nesse tipo de dispositivos. O pedido de 350 mil€ por 10% da empresa, sendo a empresa avaliada pelos empreendedores em 3,5M€ é um absurdo!! A ideia de sugerir que paraplégicos possam trabalhar em obras em altura (construção civil, etc) também é um pouco absurda, devido à dificuldade de mobilidade geral. Naturalmente todos os Sharks acabaram por recusar investir na ideia por ser pouco diferenciadora, mal apresentada, e com uma avaliação completamente irrealista. Boa decisão.

WAFFELARIA (Quiosques de Waffles) – Apesar de o negócio não ser diferenciador, é um negócio com potencial de expansão via franchising, e é promovido por um empreendedor com experiência e caso de sucesso no sector. Tim Vieira investiu 20 mil€ por 35% do negócio, sendo um investimento baixo, e já se percebeu que Tim Vieira gosta de investir neste tipo de projectos, tal como aconteceu no “Comida de Rua”. É uma decisão que se aceita.

KUPY (Cadeiras de praia e de campo) – Apesar de o produto ser interessante, este pitch foi muito mal apresentado. Em primeiro lugar o negócio não é recente. A empreendedora já anda a promove-lo desde 2012 numa página do facebook (https://www.facebook.com/KupyencostoParaPraiapiscinaECampo) página essa que já está inactiva desde Julho 2014. Para quem afirmava que o negócio estava a “explodir” tentou no mínimo vender gato por lebre. Por outro lado, apesar de o negócio ser patenteado em alguns países, existem produtos semelhantes na Decathlon (http://www.decathlon.pt/cadeira-de-praia-izyseat-azul-id_8330767.html) produto concorrente que já não tem problema com as nódoas, etc e que custa menos do que o Kupy (menos de 10€ vs 13€+iva). O Preço de venda do Kupy é demasiado elevado. Por outro lado, se a empresa não está constituida não se compreende como é que a empreendedora anda a vender o Kupy via facebook (https://www.facebook.com/KupyencostoParaPraiapiscinaECampo/posts/728804563848932), embora afirmasse que ainda não anda a vender. Afinal os 1.200 exemplares foram “oferecidos” ou vendidos sem factura??? No mínimo existiu falta de transparência no Pitch.
Por último a atitude de a empreendedora não aceitar recomendações de melhoria muito válidas dos Sharks sobre o produto (tecido anti-nódoas, kit 2 em 1: cadeira+toalha) demonstrou que não é uma empreendedora aberta a novas ideias e a envolvimento no negócio de eventuais sócios, o que só prejudicou o seu Pitch. Tim Vieira ofereceu 100 mil€ por 100% do negócio por não querer ter a empreendedora como sócia, tendo a mesma rejeitado a proposta. Fez mal. Podia ter proposto esse valor + royalties e rentabilizava um negócio que já se encontra encalhado desde 2012, como se comprova pelo facebook. Mau Pitch e má decisão da empreendedora.

Vídeo Completo do 2º Episódio:

 

Sobre o Autor

Bruno Silva

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

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